"Lima acorda! A condição em Petro tá alucinante" O Comando prontamente bateu continencia e correu pro Alemão para se juntar ao resto equipe formada (Bonitão, Comando, Marcinho, Guga e Si), que saiu do Rio tarde, mais cheia de disposição. O telefone do Marcinho não parava, ninguém queria esperar ele. As barcas que sairam na frente não perderam tempo e quando chegamos na rampa já tinham todos decolado. "Marcinho fica calmo vamos pegar o caminho todo mapeado", tentei animar o bicho.
Decolagem boa, ventinho de frente, ganhamos na cara da rampa e partimos para cima da Siméria, eu e o Comando colamos mais na cordilheira e praticamente liftamos até o Dedo de Deus, várias cachoeiras no caminho, que visual! Na sequencia o Comando ficou baixo e pousou em Guapuaçu. Eu pude cruzar por Cachoeiras de Macacu e cair num venture animal no final do vale, que dificultou bastante a cruzada da cordilheira seguinte. Nesta hora o Marcinho cruza a estrada de Macacu e cai direto no tal venture, quando percebeu que o vento tinha aumentado consideravelmente e preferiu garantir o pouso. Perdi bastante tempo por ali, mas consegui altura suficiente para chegar em cima da cordilheira, colocar na nuvem e seguir para segunda metade do vöo.
Nesta hora o vento era superior a 45Km, não se conseguia mais liftar de marcha totalmente solta e sem acelerar, a asa andava pra trás. Térmicas turbulentas do tipo rotor do Crocaine eram agora o meu caminho para sair do meio daqueles vales. Fiquei baixo em cima de Aldeia Velha, já havia pousado ali antes, vindo de Campos e sabia que era bem rotorizado. Por sorte catei uma de 8ms que me levou na nuvem e pude passar por cima de Casimiro de Abreu e ganhar a frente das cordilheiras, mas mesmo assim eu estava noiado de pousar por ali, o vento já tinha passado dos 50km.
O telefone toca... era o Bic. E antes que ele falasse... "Faz contato com a Simone e fala que estou chegando em Rio Dourado pela BR101". Fiquei baixo, procurava por áreas bem planas para pousar, não parecia ter obstáculos na frente do vento mais a turbulencia era grande e o pouso certamente seria complicado, optei por colar numas pedras para tentar sair dali. Bum, outro canhão as 4 da tarde. Já via Macaé e estiquei na sua direção para garantir o vento liso do mar. Escolhi a faixa de areia entre o mar e a lagoa. Pouso perfeito, com mais da metade da marcha e acelerado para descer 300m na vertical. Ai sim!
Agradecimento especial a equipe que fez um resgate perfeito e com o astral nas nuvens o tempo inteiro.